Autores:

Arq. Alexandre Hepner

Arq. Denis Cossia

Arq. João Paulo Payar

Arq. Rafael Brych

Arq. Ricardo Gonçalves

Consultor Design Ambiental – Arq. Ricardo Messano

A estratégia de projeto adotada reflete uma intenção de mimetizar a intervenção nova com o contexto existente, sem, contudo, negar o caráter contemporâneo desta intervenção ou disfarçar-lhe a presença em meio à floresta e junto ao edifício antigo. Assim sendo, prevalece a postura de manter a configuração espacial geral do complexo, com o edifício do Hotel assumindo uma postura hierárquica superior perante o restante do conjunto.
Decidiu-se enterrar um pavimento da Estação de Transferência abaixo do nível do solo e, com os dois pavimentos restantes, vencer o desnível entre a entrada da Estrada do Corcovado e o platô do Hotel Paineiras. A laje de cobertura deste volume torna-se assim uma extensão da praça de acesso ao hotel, sobre a qual os diversos volumes destinados à fruição do visitante (bilheterias, lojas, lanchonete e espaço de exposições) foram dispostos. Nos limites da laje, o verde estende-se no sentido vertical para encobrir e proteger as paredes externas das garagens, através de painéis-grelha, constituindo, assim, uma espécie de “pele vegetal”.
O novo hotel foi disposto reutilizando algumas das dependências do hotel original, mas seus interiores serão reconstruídos para adaptá-lo às demandas técnicas de um hotel de alto padrão. A proposta prevê a demolição das divisórias e lajes internas do edifício, mantendo apenas as paredes externas e a modulação de pilares. Ao invés da organização funcional original (com quartos dispostos para ambos os lados com corredor central), o novo hotel terá um corredor junto à fachada posterior e todos os quartos dispostos para a frente, desfrutando a vista panorâmica do local.
As paredes originais, agora destacadas do corpo do novo edifício, servirão para proteger os quartos da insolação excessiva, tal como uma grelha protetora. Cumprem ainda a função de resguardar os quartos do hotel de qualquer perturbação que as atividades do complexo possam causar. Por detrás desta segunda “pele-memória”, surge a segunda pele do edifício, esta composta de vidro e protegida por lâminas móveis de chapa perfurada onde a insolação for desfavorável. A intenção desta segunda pele é a de conformar um volume etéreo e imaterial, cuja presença é assinalada de maneira sutil e respeitosa em atrás da maciça parede externa.

PRANCHA PAINEIRAS 01 A3MNR

PRANCHA PAINEIRAS 02 A3MNR

PRANCHA PAINEIRAS 03 A3MNR

PRANCHA PAINEIRAS 04 A3MNR

PRANCHA PAINEIRAS 05 A3MNR

PRANCHA PAINEIRAS 06 A3MNR

Contato: studio.symbiosis@gmail.com

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